Eclipse Lunar eixo Peixes – Virgem

É comum ouvirmos a pergunta: “Por que Deus não nos ajuda nos momentos críticos?” Talvez porque são justamente nesses períodos de crise e catástrofe que nos lembramos da natureza divina da vida. Nesses momentos, sentimos a necessidade de nos conectar a algo maior, diante da iminente perda de tudo o que construímos e daquilo que tomamos como garantido, acreditando ser eterno.

É exatamente sobre esses temas que a temporada de 6 eclipses no eixo Virgem-Peixes nos convida a refletir. Esse ciclo poderoso, que se inicia com o eclipse lunar da próxima madrugada e se estenderá até 20 de fevereiro de 2027, trará à tona questões fundamentais: a conexão entre o material e o espiritual, o cuidado com a Terra, e a nossa responsabilidade em manter o equilíbrio entre ordem e caos. O signo de Virgem, na mitologia, está associado a Gaia, a Mãe Terra, e a Deméter, a Deusa da agricultura.

Esses eclipses, e o de amanhã em particular, revelam uma Terra gravemente enferma. A prova disso está nos desastres que já estamos a assistir. A Terra arde, principalmente na zona Equatorial. Só no Brasil, mais de 60% do território foi consumido pelo fogo, com mais de 7.000 focos de incêndio ativos na última semana. Além disso, estamos a enfrentar cheias sem precedentes na Europa, o degelo na Antártida, terremotos, tornados e até tsunamis.

Mas por quê tudo isso? Qual a nossa responsabilidade?

A lei de causa e efeito, um dos 7 princípios herméticos, ensina que o futuro do planeta está diretamente ligado ao nível de consciência das nossas escolhas. Estamos perante o colapso de velhas estruturas, enquanto seus donos lutam desesperadamente para preservar poder e controle, recorrendo à manipulação, mentiras e corrupção.

Vivemos um período de transição. Talvez seja por isso que a Terra está a se manifestar de uma forma tão intensa e violenta. Estamos nos aproximando de um novo paradigma mundial, que começará em 2025/2026. A partir do próximo ano, todos os planetas lentos mudarão de signo, e de Saturno para frente, os signos envolvidos serão do elemento fogo e ar, trazendo a energia Yang, de movimento e renovação:

Júpiter ingressará em Caranguejo;

Saturno entrará em Carneiro;

Urano em Gémeos;

Netuno em Carneiro e

Plutão em Aquário.

O caos atual que vivemos é uma ponte entre o velho e o novo mundo. Há que honrar o passado e aceitar uma travessia que os novos tempos irão oferecer.

A segunda revolução industrial começou quando Netuno ingressou em Carneiro, assim como acontecerá novamente no próximo ano. Esse período foi marcado pela construção das bases do que conhecemos até hoje, e que agora está prestes a ruir. Naquela época, a Grande Conjunção Júpiter-Saturno em signos de terra deu início à exploração intensiva dos recursos naturais, como petróleo, carvão e gás natural. Isso trouxe avanços nos transportes, comunicação e indústrias químicas, mas também lançou as sementes de problemas que enfrentamos hoje. O grande desafio é quando a tecnologia avança sem consciência – um tema com o qual precisaremos lidar urgentemente.

Continuamos a profanar o que é divino e a ignorar o que é sagrado, enquanto buscamos conforto nas ilusões do mundano. A Terra, por intermédio da sua única linguagem – a dos desastres naturais – tenta nos alertar, mas insistimos em não a ouvir. Esta temporada de eclipses sublinha essa mensagem, manifestando-se através de terremotos, cheias, incêndios e tornados. Ela nos lembra que esta é a única casa que temos, e que é nossa responsabilidade preservá-la e cuidar dela, antes que seja tarde demais.

Não deixa de ser curioso o facto do meridiano do equador, o paralelo de 0º que divide a terra em 2 hemisférios, estar a arder. Talvez a Terra nos esteja a recordar que somos uma só unidade, filhos da mesma fonte e interligados uns aos outros, e que o equilíbrio do planeta é responsabilidade de todos.

 

Pedro Moreira

17/09/2024

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