Dia Fora do tempo
Sempre me fascinou o estudo dos calendários que as diferentes civilizações foram adotando.
O calendário que atualmente usamos, tem origem na era Romana e foi sofrendo alguns ajustes pela Igreja Católica. Foi no século XVI que o papa Gregório XIII promulgou o calendário Juliano, implementado pelo imperador Júlio César, tendo como referência o nascimento de Jesus Cristo. Os dias da semana, relacionados com os 7 planetas que compõem o sistema solar, foram substituídos por dias de feira pascais, pois os nomes dos planetas eram considerados demoníacos.
Entretanto, persiste até ao dia de hoje este pressuposto, acrescido do facto que os nomes dos meses estão errados e não coincidem com a vibração a que se refere (p.e, setembro vem do Latim Septem e significa sete, outubro – octos- oito e por aí em diante).
Ou seja, este calendário não faz qualquer sentido. E porque isto é importante? Porque os calendários têm que estar alinhados com os ciclos de tempo naturais. Tenho o sonho de assistir em vida aos governos olharem para este assunto de forma séria.
Isto equivale dizer que os calendários foram desenhados para as necessidades do ter e como ferramenta de cobrança de impostos, em lugar das necessidades do ser.
Uma das civilizações que propôs um calendário que respeita os ciclos anuais lunares, foi a Maia. Por isso, um ano tinha 13 meses de 28 dias. Esses 28 dias eram organizados por heptais (sete) e cada um desses dias rege um chakra humano, em ressonância com a sua natureza cósmica. Cada dia tem a vibração de um dos 20 selos solares e um dos 13 tons lunares. A combinação desses selos e tons totaliza 260 dias, que são o tempo de gestação de um feto humano, que nasce assumindo um deles. Passados esses dias, começa de novo. Ou seja, o calendário é regular, e respeita a natureza cíclica planetária e cósmica. E por conseguinte, a conexão espiritual do ser.
Mas escrevo este texto, porque hoje é um dia especial. Como os 13 ciclos de 28 dias demoram 364 dias, há que haver um dia que faz de passagem entre o fim de um ciclo e o começo de outro. Na antiguidade este dia era de celebração, de contemplação e de Paz. E hoje celebra-se o dia fora de tempo.
Feliz dia a todos!



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